Parlamento aprova Plano e Orçamento em votação final global

A Assembleia Legislativa da Madeira aprovou, com os votos favoráveis do PSD e contra de toda a oposição, o Plano e Orçamento, em votação final global. Na intervenção que proferiu no encerramento dos trabalhos, o secretário regional do Plano e Finanças reconheceu tratar-se de um Orçamento “duro e difícil”, mas anteviu um futuro saudável para as finanças da Região, convicto de que a Região está “preparada” para “ultrapassar este desafio”.
Apesar de reconhecer a “dureza” deste Orçamento para as pessoas e empresas, Ventura Garcês não deixou de salientar que o mesmo “olha às classes mais desfavorecidas”, uma vez que o aumento da carga fiscal incide sobre as classes média e alta.
Por outro lado, o governante criticou a oposição, pelo facto de, durante o debate do Orçamento, “não ter apresentado propostas credíveis”. “Num período de grandes exigência, pede-se à oposição que pare, assim, de brincar com o esforço dos madeirenses. Até porque os cidadãos não compreenderão que se continue na habitual atitude de construir um mediático discurso político (…) sem que lhe correspondam efectivas medidas”, criticou o governante.
Ventura Garcês deixou ainda bem claro que este é um Orçamento que a Região terá mesmo de cumprir por força do Plano de Ajustamento Financeiro. Além disso, lembrou que o Orçamento não é apenas uma lista de intenções, mas “são as soluções para a resolução dos problemas que afectam a Madeira”.
Minutos antes da sua intervenção, Jaime Filipe Ramos, da bancada do PSD, também criticou fortemente os partidos da oposição, que comprovaram na discussão do Orçamento terem sido “fáceis para a crítica, mas difíceis na coerência”. Em especial o PP, que apesar das críticas em matéria fiscal, “não apresentaram uma única proposta de alteração” sobre o assunto. Deste modo, ainda acrescentou que “as propostas de alteração em sede de comissão e de plenário são inócuas”, Sobre o Orçamento, disse que “foi um documento feito com base de trabalho, de acção e não de demagogia”. Além disso, lembrou que no Orçamento “não há margem de erro, porque no País não há também margem de erro.

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