Papa pede diálogo e "gestos corajosos" na Venezuela e Médio Oriente

O papa Francisco defendeu hoje "caminhos de diálogo" e "gestos corajosos" na Venezuela para que as "consequências da crise política, social e económica" deixem de pesar "sobre a população civil".
No encontro com o corpo diplomático acreditado no Vaticano, Francisco fez um discurso centrado na segurança e na paz, no qual abordou o terrorismo fundamentalista islâmico, migrações e refugiados, conflitos no Médio Oriente ou tensões na União Europeia.
O papa afirmou esperar que o Governo de Nicolás Maduro e a oposição venezuelana apostem no diálogo e procurem a paz.
Na intervenção, Jorge Bergoglio saudou também o estabelecimento de relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos, no qual o Vaticano desempenhou um papel importante.
"Esta aproximação procura fomentar a confiança mútua, manter caminhos de diálogo e sublinhar a necessidade de gestos corajosos, que são muito urgentes também na vizinha Venezuela, onde as consequências da crise política, social e económica estão a pesar há muito tempo sobre a população civil", disse.
Francisco destacou também o esforço "realizado com tenacidade, apesar das dificuldades" para acabar com o conflito armado na Colômbia, numa alusão ao acordo de paz assinado com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
O papa defendeu a paz no Médio Oriente, fazendo um apelo urgente para que israelitas e palestinianos retomem o diálogo e alcancem "uma solução estável e duradoura que garanta a convivência pacífica de dois Estados dentro de fronteiras reconhecidas internacionalmente".
"Nenhum conflito se deve transformar num hábito de que ninguém parece conseguir livrar-se. Israelitas e palestinianos precisam de paz. Todo o Médio Oriente precisa com urgência de paz", sublinhou.
Francisco referiu-se também à Síria, pedindo à "comunidade internacional para que trabalhe com diligência para pôr em marcha negociações sérias, que ponham definitivamente fim ao conflito que está a provocar um verdadeiro desastre".
"Cada uma das partes implicadas deve ter como prioridade o respeito do direito humanitário internacional, garantindo a preocupação da população civil e a necessária ajuda humanitária", acrescentou.
O papa desejou que "a trégua assinada recentemente seja para todo o povo sírio um sinal de esperança que tanto precisa".

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