Trump enfrenta alegações sobre material comprometedor na posse da Rússia

O Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta hoje notícias de que os serviços secretos russos têm material alegadamente comprometedor contra ele, mas que o Kremlin já desmentiu e considerou pretenderem apenas afetar as relações bilaterais.
Responsáveis dos serviços de informação apresentaram na semana passada ao próximo chefe de Estado dos Estados Unidos, bem como ao Presidente cessante, Barack Obama, uma sinopse de duas páginas com material possivelmente embaraçoso, noticiaram a CNN e o The New York Times, que citaram vários funcionários norte-americanos, que não foram identificados, com intervenção direta no encontro.
Trump repudiou a informação, a circular na imprensa norte-americana, sobre material prejudicial para a sua vida política e pessoal como uma “caça às bruxas política”.
Para hoje está prevista a primeira conferência de imprensa do Presidente eleito em quase seis meses.
A Rússia negou as alegações, com o porta-voz do Presidente russo, Vladimir Putin, a garantir aos jornalistas que “o Kremlin não tem informação comprometedora sobre Trump” e a considerar que este episódio é “uma tentativa óbvia de afetar as relações bilaterais”.
O Presidente cessante não comentou estas notícias, adiantando não ter visto ainda a imprensa, ao fazer o seu discurso de despedida, esta terça-feira, a dez dias da posse de Trump, a 20 de janeiro.
A CNN não adiantou detalhes sobre as alegações, mas o portal de notícias Buzzfeed publicou, sem confirmar o seu conteúdo, o dossiê de 35 páginas de informações que serviram de base para a sinopse, que tem circulado em Washington há meses.
Os relatos referem vídeos sexuais envolvendo prostitutas, filmados durante uma visita de Trump, em 2013, a um hotel luxuoso da capital russa, Moscovo, supostamente com um objetivo de potencial chantagem.
Também sugerem que as autoridades russas propuseram negócios lucrativos para ganhar influência sobre o milionário.
A informação foi compilada por um antigo agente dos serviços secretos britânicos (MI-6), contratado por adversários na campanha presidencial norte-americana para investigar Donald Trump, a meio do ano passado, de acordo com a CNN.
A sinopse também inclui alegações de que havia uma troca regular de informação, durante a corrida à Casa Branca, entre membros da equipa do candidato republicano e intermediários do Governo russo, o que um assessor de Trump negou.
Trump deverá surgir perante as câmaras hoje às 11:00 (hora em Nova Iorque, 16:00 em Lisboa), na Trump Tower, para a sua primeira conferência de imprensa como Presidente eleito.

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