Funchal precisa de diminuir a sua "vulnerabilidade" face às intempéries

A Câmara Municipal do Funchal é um dos 26 municípios a nível nacional que faz parte do ClimAdaPT.Local, um projeto que é coordenado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e que tem como principal objetivo elaborar uma estratégia municipal de adaptação às alterações climáticas.
Esta tarde, durante o “workshop” realizado na sala da assembleia municipal daquela autarquia, o presidente, Paulo Cafôfo, começou por lembrar aos participantes deste evento que, «sem estratégia não conseguimos perceber, nem estar preparados de como é que podemos intervir face a estas alterações», salientando que, a formação que é dada aos técnicos municipais, a criação de uma plataforma e de uma rede com os 26 municípios, são instrumentos importantes para a elaboração desta mesma estratégia.
Reconhecendo que as alterações climáticas «são uma realidade», Paulo Cafôfo teme que as suas consequências possam ser «ampliadas» e os seus efeitos «brutais» para as populações.
Recorrendo ao facto do nível da precipitação estar a diminuir e aos aumentos significativos das temperaturas na primavera e no verão e do nível médio da água do mar, o autarca entende que todas estas situações, associadas à orografia da ilha, «tornam a Região mais vulnerável».
Nos últimos 15 anos, revelou, «houve 37 incidentes relacionados com 25 eventos climáticos adversos». Destes, oito foram classificados com “importância alta” devido à precipitação excessiva, temperaturas elevadas e ventos fortes.
E porque é previsível que estes fenómenos venham a ocorrer com mais frequência, o presidente da autarquia funchalense entende que a “chave” para combater esses efeitos é diminuindo a nossa vulnerabilidade.
«O risco é presente e os fenómenos vão acontecer. Temos é de tornar a cidade menos vulnerável aos fenómenos», afirmou o autarca.
Querendo evitar «erros do passado», Cafôfo adiantou ainda que o Ordenamento do território é essencial, bem como a reestruturação da drenagem das águas pluviais e a monitorização dos taludes. Também a questão dos mosquitos como vetores de transmissão de doenças como a Dengue e o Zika mereceu a atenção do autarca já que, é também devido às alterações climatéricas que estas doenças se proliferaram.

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